Resolvi criar esse blog pra despejar minha rotina. A intenção não é escrever sobre meus filhos, mas sobre mim, como mãe. Porque de tudo que fiz na vida, ser mãe está sendo a parada mais incrível e radical da minha vida.
Dar conta da vida de pessoas é algo complexo e estressante. Quando desejava ser mãe, não tinha ideia da responsabilidade que é responder por dois seres humanos, dois cidadãos. Tudo bem, talvez eu esteja exagerando e as mães nem param pra ficar pensando nisso tudo quando tem seus filhos. Mas é isso aí, estamos criando pessoas que vão viver nesse mundão. E é bom que caprichemos.
Eu preciso escrever para não pirar no dia a dia. O trabalho é intenso, árduo, cansativo.
Eu não consigo dizer aquelas frases lindas sobre ser mãe, de se doar, de estar amando tudo, até quando o seu filho grita ou cospe na sua cara. A única coisa que penso no momento é que estou muito cansada e o descanso não está em vista. Isso me desespera.
Eu tenho dois filhos, com um ano e meio de diferença. São dois bebês, um, mais dependente do que o outro, mas ambos dependem muito de mim e do pai. Sendo que, a maior parte do tempo, sou eu que respondo por eles.
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Hoje, resolvi que iríamos à praia, aproveitando que Ana não teria aula. Chamei o avô que topa essas loucuras no meio da semana. Acordei cedo, até porque Ian acordou também e mal me deixou dormir bem durante a noite. Arrumei tudo e fiquei esperando Ana acordar. Saimos de casa umas 8:40. O tempo estava nublado, chuviscando e eu fiquei pensando como sou louca de levar duas crianças com narizes escorrendo para uma praia em dia chuvoso. Mas foi divertido.
Paramos pra almoçar e Ana fez show no restaurante (quando ela tem sono, fica elétrica). Eu a levei num cantinho e a fiz dormir, depois a coloquei num sofá perto da gente. Ian ficou acordado. Eu e o avô administramos e revesamos pra segurá-lo e almoçarmos ao mesmo tempo.
Voltei exausta e só queria chorar quando pensei que não poderia descansar. Uma pedindo mamá, o outro com fome e sono. Eu pedi ajuda aos vizinhos (meus pais e meus irmãos). Quando tudo aperta, eu peço ajuda aos vizinhos. O ruim é quando os vizinhos não estão disponíveis.
Amiga, vou adorar o blog! O que vc acha de abrí-lo para outras mães (tipo eu) pra que possam desabafar tb??? Tenho o mesmo sentimento que vc. Ainda não cosigo ver tantas maravilhas nessa minha nova vida...
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